
Como prometido, minha última postagem sobre o RailsSummit LA 2008 onde comento os Podcasts gravados pelo Akita e pelo Carlos Brando, só peço desculpas pela demora nos posts, pois como já tinha dito antes, a semana não foi lá muito fácil...
... continuando,
Resumo do episódio #35
Chris Wanstrath também fez uma palestra "meio" polêmica, e Akita diz que também não tinha conhecimento do conteúdo da palestra dele, pois, simplesmente escolheu o tema e pronto.
@Akita e Carlos Brando comentam que muitas pessoas não gostaram da palestra pois o Chris não é um orador nato, assim como o Fowler e que de certa forma "leu" uma palestra e não "deu" uma palestra.
@Carlos Brando leu alguns trechos da palestra do Crhis no podcast, onde Chris fala sobre o Futuro do Ruby, e eu aproveitei e transcrevi a leitura do Carlos Brando abaixo.

"Olá, Eu sou Chris Wanstrath.
Quando Jeremy me chamou para falar, eu disse sim. Maldição, eu disse sim. Imediatamente. Mas, depois que parei para pensar, Espera, por quê? Por que eu?
O que eu vou dizer de interessante? Alguma coisa sobre Ruby, talvez. Talvez, sobre o futuro dele. Ou o futuro de algo, pelo menos. Isto soa como um keynote.
Então por que, não falar de algo fora do comum? O futuro do Ruby!
No futuro, Ruby se tornará... mais popular. Haverá mais implementações. Haverá mais programadores usando-o. Mais máquinas com ele instalado por padrão. Haverá mais pessoas escrevendo em seus blogs sobre isso, e mais pessoas lendo blogs sobre isso.
Eu sei que isto pode parecer loucura, mas você tem que confiar em mim. Eu sou um palestrante ilustre.
Haverá mais RubyGems, e haverá mais servidores de RubyGems. Pelo menos um,possivelmente muitos, talvez dois. E é possível que mais de três livros sejam escritos sobre o assunto. Os livros atuais serão atualizados, com mais páginas e aprofundando-se mais nas novas funcionalidades.
Os novos Rubistas serão mais jovens, e os Rubistas atuais serão mais velhos. Alguns Rubistas terão cães, outros gatos. Alguns não terão nem cães, nem gatos, optando talvez por crianças em seu lugar. (Este é um erro comum, em minha experiência, crianças dão mais gastos do que quer cães ou gatos.)
Websites serão criados em Ruby, usando versões futuristas de Ruby on Rails e Merb. Com suas versões 3.1 e 1.0, respectivamente. Novos frameworks web serão criados com nomes estranhos e mantenedores estranhos. Nós conheceremos _why the lucky stiff como uma versão menos violenta do Coringa, Matz como uma versão mais controlada do Duas Caras, Dr Nic como o Pinguim (ele realmente gosta de peixe) e DHH como nosso Batman.
Quanto a mim ... Sou o Homem de Ferro.
Novas linguagens virão junto, e elas se tornarão populares. As pessoas vão continuar a desprezar o Ruby, chamando-o por nomes como "Python's Perl", ou "Java para nerds", ou até, Deus me livre, "o Visual Basic para a web". (Tecnicamente, no entanto, acho que esse papel já foi preenchido pelo ASP versões de 1 a 3.)
Ruby será ministrado nas faculdades, para jovens padawans ansiosos para aprender o caminhos dos mestres. A maioria dos alunos estarão bebados durante as aulas, outros de ressaca, mas todos famintos por conhecimento.
Comportamentos irão nos conduzir e macros irão nos definir. Bem, pelo menos alguns.
Proc.
Lambda.
Haverá mais conferências. As pessoas irão falar nestas conferências, algumas vezes sobre o Ruby, outras vezes não. Os oradores irão filosofar sobre os dias de glória do Smalltalk, sem realmente nunca terem escrito nada em Smalltalk. Outros irão mostrar registros da performance de suas novas Ruby VM's super-rápidas mas Não, não é open source e não, você não pode experimentá-la ainda.
Alguns chegarão nas versão 2.0 então, rapidamente serão esquecidas. Pessoas de terno irão nos rodear, os testes serão "mokados", e "mocks" serão testados, ou seriam "stubs"?
Ruby será mais rápido só que isso irá demorar um pouco, patches serão liberados e quebrarão a compatibilidade e vulnerabilidade de segurança serão tratadas de uma maneira menos do que satisfatória. Grande sites irão atrair milhares de visitantes ao passo que pequenos blogs aparecerão, surpreenderão a todos e em seguida, desaparecerão.
Mais importante ainda, Ruby vai ficar bonito, pelo menos é o que esperamos.
Este é o futuro do Ruby!"
E depois ele conta a história do passado do Ruby, e Carlos Brando interrompe a leitura do texto da palestra.
Carlos Brando e Akita comentam também a qualidade das tradutoras interpretes, que não conheciam de todo os termos técnicos que na maioria dos casos não conhecem. Ainda por cima, Akita percebeu que os tradutores usam os PPTs dos palestrantes como acompanhamento e ai, puts, se ferraram né? rsssss, pois ninguém estava usando PPTs cheios de "bullets" e cheio de textos para seguirem.
Akita comenta que em um momento da palestra do Chris, quando ele lia uma lista de termos técnicos e assuntos que eram desconhecidos pelas tradutoras, ele olhou para o vidro da cabine das intérpretes e viu a cara de espanto das moças, coitadas, hehe, e teve que pedir para o Chris ir mais devagar.

E falando sobre o segundo dia, começam citando os caras do Phusion e Carlos Brando comenta: "Cara, eu esperava muito mais deles, bicho!" e imenda "O que que esses dois inventaram dessa vez?", mas a apresentação estava muito boa, porém, segundo Carlos Brando, na sua opinião, os caras no fundo fizeram a palestra para chegar no fim e dizer: "A gente fez um site aqui!", rssss, Akita não se contém e cai na risada...
A palestra dos Phusion Guys, com o Darth Vader, animações e tal foi muito legal.
E falando da desconferência, "ELOMAR, ELOMAR, ELOMAR..." foi o nome da vez!
Akita imaginava que a desconferência teria apenas 2 participantes e foi pego de surpresa e Carlos Brando Complementa: "As palestras da desconferência foram mais técnicas que as palestras do próprio evento.", Carlos eu também particularmente compartilho a mesma opinião, nota 10!
Akita diz: "Sobre os caras do Phusion, eu achei do Ca@!%@#" mas a palestra do Charles Nurtter, que deu trabalho, pois tiveram vários problemas com Link de transmissão, CHAT, e outros problemas com a transmissão dos dados da palestra, e ainda interferiu na conexão Wi-Fi disponível para os participantes, e o áudio infelizmente acabou sendo prejudicado, mas nem isso atrapalhou o evento e a gaera deu um jeito lá.
Carlos Brando disse que não pode ver tudo das palestras, mas viu algumas partes da palestra do Jay Fields, que falou basicamente de teste.

Brando também fala que viu também apenas uma parte do David Chelimsk, mas foi ver a palestra do Vinícius Telles e do @Carl Youngblood no outro auditório junto com a galera da Surgeworks, elogia a palestra do Vinicius, aliás eu também estava lá e pude assisti-la também e pude constatar que foi muito show mesmo, e Brando ainda complementa que se arrependeu em não ter visto a palestra do Manoel Lemos e ter assistido David Chelimsk.

Carlos Brando comentou também que viu a palestra do Carl Youngblood onde falou sobre o Ecosistema Rails, "sem puxar o saco", rsss. Logo após Akita fala sobre a palestra do Danilo Sato e do Phillip Hanrigou que falou principalmente da parte Selenium Grid, mas que viu somente uma parte do final da palestra, e do Danilo Sato também não conseguiu ver tudo, e infelizmente por causa da organização do evento, acabou correndo para cima e para baixo.

Akita diz que a palestra do Luis Lavena foi engraçado e que não estava cheia, porque foi falar sobre Windows, sinal de que algumas pessoas não são muito fãs do Sistema Operacional né, além do mais, quando perguntado à platéia: quem odiava o Windows, 2 participantes levantaram a mão e foi muito engraçado. Quem? ahaha, só ouvindo o Podcast mesmo.. rsss.
Além de tudo, Akita disse que considera o Luis Lavena um cara muito inteligente com Ruby, pois o cara manda muito bem e tá ajudando muito com as colaboraçõe que tem feito na comunidade.

E por fim, a palestra final, do @Obie Fernandez, que falou das leis do manifesto ágil e como ele está usando em sua empresa, a HashRocket, e falou sobre programação em par, e o lance de usar dois teclados e dois mouses, coisa não muito comum, pois até aqui mesmo na Plano Bê, o "pair programing" que fazíamos era apenas com 1 teclado, 1 mouse, 1 monitor e tal, mas aí, pegando as dicas do Obie, acabamos por adotar esse modelo, e desde então, eu e o @Luis Gustavo, e mais um par de programadores aqui na Plano Bê, estamos usando 2 teclados, 2 mouses, e é muito loko mesmo! hehe
Carlos Brando comenta que não concordou em um ponto citado pelo Obie sobre contratar pessoas no modelo OffShoring, pois você acaba não economizando tanto dinheiro que compense esse modelo. Obie diz que compensa mais ter os programadores contratados do que no modelo OffShoring, porém Carlos Brando defende que, no modelo OffShoring você não fica limitado aos programadores locais e que você tem um leque de excelentes programadores no mundo inteiro e que pode contratá-los para fazerem alguns serviços quando precisar.
Akita destaca que o Obie defende a contratação de pessoas, pois ele também presta consultoria sobre a metodologia ágil e que a equipe tem que estar colocada no mesmo lugar, e então não vai defender OffShoring, é claro.
Akita diz: "Na média, OffShoring é uma droga!", e Carlos Brando complementa dizendo que a maioria das empresas contratam profissionais baratos para fazerem serviços que ninguém quer fazer, a famosa "Fábrica de Softwares" e que todo mundo sabe que não funciona, porém a Surgeworks trabalha de uma forma diferente e contrata pessoas boas, paga mais barato do que um profissional local e paga mais do que uma consultoria normal pagaria.
Opa, coisa bacana que ouvi aqui: Carlos Brando fala agora sobre um documento que o Obie escreve em sua palestra o Master Service Agreement, onde o Obie relata que nem conversa com o cliente antes de assinar esse documento, e o lance do pagamento, que segundo o que o Carlos Brando entendeu, se o cliente no final do projeto não gostar do que foi feito, o cliente não paga, pois o Obie confia muito na sua equipe, claro que há muitas outras cláusulas que se encaixam ai né!?
Brando fala ainda que no contrato do Obie, ele coloca uma cláusula lá que diz que, caso o código não seja algo muito específico do cliente, ele pode transformar esse trecho do código em "Open Source", bacana, muito bacana isso!
Opa, mais uma coisa muitíssimo interessante que o Akita fala sobre a maioria das pessoas não darem muita importância a parte legal do negócio e acabam usando contratos padrão, isso aos 36 minutos do pod.

E já partindo ao final, Carlos Brando parabeniza o Akita pelo encerramento do evento regado a champagne e cerveja e sobre o projeto OPEN-SOURCE criado durante o evento (morena_opensource), rss!
E para finalizar, em 2009 tem mais, COM CERTEZA!
Para ouvir o episódio na íntegra:
- Rails Podcast Brasil - episódio #35
RailsSummit Latin America #final
Postado por
Eliézer Pimentel
|
sábado, 25 de outubro de 2008
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